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Como dizer qual é o tom da sua pele?

 

Como dizer qual é o tom da sua pele?

Neste post vamos te ajudar a entender que cada tom de pele é único e que somos muitos tons.
Essa semana a artista e fotógrafa Angelica Dass esteve do TEDx São Paulo falando do seu maravilhoso projeto Humanae.
Não sabe ainda do que se trata? Resumindo de forma básica é um maravilhoso trabalho fotográfico onde cada ser humano é único e tem sua cor de pele mapeada pelo sistema Pantone. Ele nasceu da sua experiência pessoal da Angelica de suas dúvidas e questionamentos normais em toda família miscigenada onde cada um tem a sua cor. Incrível não?!

http://humanae.tumblr.com/
http://humanae.tumblr.com/

Já havia citado o projeto por aqui no blog no post http://www.bantu.com.br/2016/07/07/inspirada-pelos-nudes/ , me encantei com o projeto assim que o conheci, saber que ele tem feito a diferença na vida de muitas pessoas pelo mundo é maravilhoso. É potência minha gente, e potência negra! O coração fica como? Quentinho.
Acredito que é através do conhecimento e questionamentos que nos empoderamos, e por isso  acho super necessário o tema estar aqui na Bantu.  Se preparem, pois vamos te inspirar muito falando de ideias e pessoas negras poderosas.

O projeto Humane já conquistou pessoas no mundo todo e tem sido usado nas escolas, em exposições de arte, exposições abertas nas ruas, mas o que mais me tocou é saber que professoras tem usado o projeto para trabalhar junto com as crianças o conceito de cor de pele. Posso voltar pro C.A. agooora? Sim na minha época era c.a. ;P

No projeto Angelica nos provoca a refletir ao mapear o tom único de pele de cada ser humano. É lindo demais ver como ela percebe os tons dentro da sua família que foi a fonte de sua inquietação e motivou o nascimento do projeto. Sua apresentação no TEDx começa assim:

” Há 128 anos o último país do planeta terminou com a escravidão negreira, este país é o brasil.
E depois de todo esse tempo a gente ainda vive num mundo onde a cor da pele não só dá uma primeira impressão mas uma última,
cheia de significado que pesa.
Eu nasci em uma família cheia de cores, meu pai é filho de uma empregada doméstica de quem ele herdou o intenso tom de chocolate.
Ele foi adotado por por aqueles que eu conheço como meus avós, a matriarca minha avó tem pele de porcelana e o cabelo de algodão,
meu avô era algo entre um iogurte de baunilha e morango como meu tio e meu primo.
Minha mãe, canela é filha de uma brasileira mistura de avelã com mel e um homem, mistura de café com leite mas com muito café,
ela tem duas irmãs uma mais ou menos num tom amendoim tostado e a outra bege como pudim de leite.
Crescendo nessa família a cor nunca  nunca foi importante pra mim, mas fora de casa as coisas foram diferentes muito cedo.
A cor tem muitos significados eu lembro na minha primeira lição de desenho como uma mistura de sentimentos contraditórios
eu estava feliz super emocionada, mas eu nunca entendi um único lápis de cor pele,
por que eu tenho pele mas não sou rosa minha cor e marrom, e as pessoas diziam que eu era negra.
Eu tinha sete anos e uma bagunça de cores na cabeça…”

Angélica Dass speaks at TED2016 - Dream, February 15-19, 2016, Vancouver Convention Center, Vancouver, Canada. Photo: Bret Hartman / TED
Angélica Dass speaks at TED2016 – Dream, February 15-19, 2016, Vancouver Convention Center, Vancouver, Canada. Photo: Bret Hartman / TED

 

Pow, pow, pow…
Quem nunca se sentiu assim? A forma que ela fala das cores na família dela me encanta, também nasci em uma família repleta de cores, “família tradicional brasileira” toda trabalhada na lógica do embranquecimento social portanto super miscigenada. Só quem viveu em uma família assim entenderá, mas minha avó por parte de mãe não deixava seus filhos, minhas tias e tios namorarem pessoas “negras” de pele escura. Quando lembro dessa história, mesmo com todo o conhecimento que já adquiri, ela ainda me parece um pouco absurda, até surreal, mesmo com todo o entendimento dos motivos.
Acho muito importante quebrarmos o tabu e falarmos sobre cor, a realidade consciente ou inconsciente muita gente negra ainda pensa assim ou replica frases e atitudes dentro das suas próprias famílias sem entender suas origens.

O projeto Humanae usa a fotografia para expressa com arte e a beleza da diferença, nos põe para refletir sobre essa “tal” importância de tom de pele em uma visão livre de preconceito, aqui não tem colorismo, não tem classe social. Ali nos retratos vemos a beleza simples de seres humanos em suas core e peles.
Sou uma apaixonada pelo projeto e te aconselho a assistir a palestra dela, são 10 minutinhos que deixaram seu dia mais feliz.

Espero que vocês tenham gostado de conhecer ou  saber um pouco mais desse lindo projeto, Humanae grave esse nome.

Vontade de lançar a campanha Humanae nas ruas do Rio de Janeiro, o que acham?
Gostou desse post? Não gostou desse post deixe um comentário aqui ebmaixo, sua opnião é muito importante por aqui.

Beijinhos em todos os tons pra vocês.
Até a próxima.

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