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Aquela velha frase: Representatividade importa SIM, mas a que custo?

Fiquei pensando muito em como escrever sobre o An African City, webserie de Gana que ganhou o coração da Netflix.

Minha primeira reação foi UAU, maravilhooooso!
Uma série repleta de mulheres negras independentes, livres e fortes minha reação foi do tipo muuuuito feliz!
Ai pensei na hora, merece um post, fui buscar outras matérias, saber mais, e lendo outras reportagens meu coração se dividiu. Comecei a não achar legal e fui ver o primeiro episódio, fiquei triste mas ao mesmo tempo feliz vocês conhecem esse sentimento?

É por isso que vou conduzir a postagem de hoje como uma conversa, e amaria se vocês interagissem, quero muito trocar com vocês sobre temas como este.

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“Quem é fã da personagem Carrie Bradshaw já pode escolher uma nova série inspirada na personagem que marcou gerações. Seguindo os moldes da série de sucesso Sex and the City, a websérie An African City traz histórias de cinco mulheres negras poderosíssimas que não vivem em Nova York e sim em Gana, na África, para onde retornaram após uma vida longe de casa.
Exibida no Youtube, a série traz uma premissa fundamental que aparentemente foi esquecida pelos criadores de Sex and the City: protagonistas negras. O roteiro, porém, segue com narrativas semelhantes à da serie original e aborda desde o uso de vibradores até assuntos amorosos contados por Nana Yaa, que é jornalista (assim como Carrie) e a personagem principal.
Já a personagem Sade é mais como a Samantha: bem resolvida, bem sucedida e com uma vida sexual bem agitada. Ngozi é a recatada do grupo (o que lembra a Charlotte…) e pretende praticar o celibato até o casamento chegar. Zainab e Makena são uma mistura de Miranda com Samantha: ambiciosas e que não abalam com qualquer coisinha.
Outra coisa que não poderia faltar é a moda. O lado fashion da série também continua em alta, com garotas estilosas vestidas em roupas incríveis. Vale a pena conhecer a história sob a ótica de mulheres africanas num cenário contemporâneo de seu país.”

http://www.hypeness.com.br/2016/03/an-african-city-a-versao-africana-de-sex-and-the-city-e-poderosa/

 

Leram? Qual é a primeira coisa que vem à cabeça de vocês?
Na minha é que maravilha termos 5 protagonistas negras, em Gana exaltando a moda e o estilo de vida local e é ai que começam os meus questionamentos…

  •  A representatividade não pode der atingível? Li que o estilo de vida retratado na série é vivido por 1% da população. Toda licença poética pro ideal da série, mas esse conceito de que para ser poderosa tem que ostentar restaurantes, roupas, e um estilo de vida alcançável por poucos é tão caída. O real poder está em ser donas de suas vidas e não se simples sapatos. Além disso o conceito do slow fashion é tão mais poderoso.
  •  E esse esteriótipo de que pra mulher ser bem sucedida, poderosa tem que estar correndo atrás de um homem ou ter uma vida sexual super movimentada? Acho que ambas as visões rendem muita conversa, mas me pergunto, quando veremos uma personagem que se ame e mostre ao mundo que é feliz sozinha? Que encontrar alguém é uma escolha e não uma busca incansável.
  •  Gente, por favor vamos falar de empoderamento? Amor próprio? Gente a pior solidão é a acompanhada, e ela é muito mais comum do que imaginamos ou assumamos, é vivida por mulheres todos os dias em prol dessa necessidade de estar namorando, casada, ter filhos, etc. Até quando vamos alimentar essa visão que nos faz tanto mal? Precisamos mesmo basear nossas vidas nessa busca?

 

E você o que achou da série? Compartilha comigo sua visão, vamos conversar sobre ser mulher, empoderamento, amor próprio, visões machistas e todo esse Universo de assuntos.
Lembre – se de que não existem verdades absolutas, aprendemos a nos amar mais a cada dia e gostaríamos de abrir um canal para trocar com vocês  sobre esse turbilhão de sentimentos e dúvidas sobre ser mulher nos dias de hoje.

Vamos juntas nos amar, aceitar e viver na potência minhas lindas!

 

Aguardo vocês,
Beijos

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